HISTORIA

                        O chamado ciclo da borracha é umas as parte importante da história econômica e social do Brasil, notadamente da região da Amazônia. Foi a extração e comercialização da borracha que promoveu grande expansão na colonização da região Norte, atraindo riqueza e causando transformação cultural e social e grande impulso econômico e cultural às cidades de Manaus e Belém, até hoje os grandes centros da região.  

    Na primeira década do século XX, ocorreu um grande desenvolvimento da extração da borracha, na Região Norte do Brasil, reflexo principalmente da grande produção de pneus necessários à indústria automobilística mundial em expansão. A partir de 1912, a produção de borracheiro brasileira entrou em declínio em função da concorrência estrangeira, notadamente a inglesa, com suas plantações na Ásia.

Nossa matéria prima

    A borracha é um polímero natural que é obtido da seiva de vários vegetais, sendo que as árvores da seringueira - HEVEA BRASILIENSIS - são as principais. Cada árvore dessa produz cerca de 30 gramas de latéx todos os dias, que é um líquido branco de aspecto leitoso que pode ser extraído do caule por meio de uma incisão ou raunhas.         

    Depois de coletado, o látex recebe adição de amônia, NH3, com a finalidade de conservá-lo por mais tempo. O próximo passo é realizar a coagulação da borracha, isto é, a sua separação do líquido, adicionando-se vários ácidos ou sais ao látex.

    A borracha obtida dessa forma é uma massa branca, pastosa, que é moída e processada com a finalidade de remover contaminantes e para secar. No entanto, ela possui vários inconvenientes para a sua utilização pela indústria, entre eles, o fato de ser pouco resistente a variações na temperatura; em dias frios, ela fica dura e quebradiça; e em dias quentes, ela fica mole e pegajosa.

    Nessas condições, ela possui também alta histerese, que é a resposta atrasada de um sistema a uma solicitação externa. Por exemplo, se apertarmos uma borracha obtida da forma explicada e a deixarmos em repouso, ela vai demorar certo tempo para voltar ao seu formato original. Para acabar com esses problemas, a borracha passa por um processo denominado vulcanização. 

 

Vulcanização

    Para melhorar a qualidade da borracha e deixá-la propicia para ser usada industrialmente para as mais diversas finalidades, ela precisa passar por um processo denominado vulcanização.

     A vulcanização da borracha é a adição de enxofre sob aquecimento e na presença de catalisadores. Durante esse processo, os átomos de enxofre quebram as ligações duplas e formam ligações unindo as moléculas da borracha, que são os poli-isoprenos.

      Essa nova estrutura é melhor porque, como se pode ver na imagem abaixo, sem a vulcanização, as moléculas de poli-isopreno podem deslizar umas sobre as outras. Agora, com a realização da vulcanização, os átomos de enxofre unem as estruturas lineares iniciais, formando pontes de enxofre que aumentam a resistência e a dureza da borracha.

Esse processo foi descoberto por Charles Goodyear (1800-1860) em 1838. Ele percebeu que uma mistura de borracha e enxofre que caiu sobre o fogão quente não chegou a derreter, mas apenas queimou um pouco. Com isso, ele percebeu que com a adição de enxofre, a borracha tornava-se mais resistente. Para melhorar a qualidade da borracha e deixá-la propicia para ser usada industrialmente para as mais diversas finalidades, ela precisa passar por um processo denominado vulcanização.